Meliponicultura

OBJETIVOS DO PROJETO 

Geral

O Meliponário do Parque da Cidade foi projetado para alcançar pelo menos nove objetivos em sinergia à sustentabilidade da Meliponicultura, com o uso racional das abelhas nativas e sem ferrão do Distrito Federal, com criação do Jardim das Abelhas Nativas no Parque da Cidade, circuito das abelhas, implantação de viveiro de plantas nativas e a concepção do Corredor Ecológico das Abelhas.

Específico

O projeto divide-se em duas partes:

Desenvolvimento do Meliponário do Parque contendo 9 objetivos, sendo eles:

 

1º Objetivo – Ser um espaço de Educação Ambiental com as abelhas nativas no Parque Dona Sarah Kubistchek em Brasília

O Meliponário terá um caráter didático e bastante lúdico, usando banners, colmeias de abelhas em madeira e vidro, que permitem inúmeras abordagens educativas sobre as relações ecológicas e o meio ambiente; sempre com foco nas abelhas do cerrado brasiliense e entorno.

A abordagem será realizada em conjunto com os visitantes e pretende alcançar toda a sociedade, na medida do possível, de maneira prática, podendo haver uma rica troca de experiência.

2º Objetivo – Apresentar a biodiversidade de abelhas nativas sem ferrão ocorrentes no Distrito Federal e as espécies mais usadas pela Meliponicultura.

No meliponário é possível conhecermos uma pequena parte da riqueza faunística que compõe a biodiversidade de abelhas nativas e sem ferrão (Meliponini) do bioma cerrado, especialmente as abelhas do gênero Melipona, Tetragonisca e Scaptotrigona.

As abelhas nativas serão apresentadas no Meliponário em colmeias racionais de madeira, convencionais ao manejo e aos resultados de produzir mel.

No Meliponário, três espécies são apresentadas a Melipona rufiventris, conhecida popularmente como Uruçú Amarela, a Melipona quadrifasciata anthidioides, conhecida como Mandaçaia, e a Tetragonisca angustula, também chamada Jataí-amarela. Estas são manejadas com sucesso na prática da Meliponicultura e assim também será no Meliponário do Parque.

3º Objetivo – Conhecer a flora que está associada às abelhas no Parque da Cidade, para se compreender as melhores floradas para produção de mel no local.

Nesse objetivo, busca-se apresentar a associação entre as abelhas e as flores e  plantas nos ambientes naturais e onde as abelhas serão manejadas. Isso permite estratégias de melhor uso das florestas do cerrado para a produção de mel e ampliação da Meliponicultura por meio de meliponários, em várias localidades de Brasília e no entorno do Distrito Federal.

4º objetivo – Expor à sociedade a importância dos serviços de polinização das flores e dispersão de sementes.

A polinização é bastante evidenciada nessa abordagem, com as principais espécies de árvores nativas que circundam o Meliponário, como Schinus terebinthifolius, várias espécies da família da Anacardiaceae, Asteraceae e Meliaceae, alfavaca (Ocimum aff. gratissimum), Stemodia foliosa, Astrapéia, Astrapéia-rosa, Dombéia, Flor-de-abelha, Murraya paniculata. Nomes Populares: murta-de-cheiro, dama-da-noite, jasmim-laranja, murta, murta-da-Índia, murta-dos-jardins, urucum, ingá, caju bravo entre outras espécies que serão contempladas no viveiro.

5º Objetivo – Disseminar as técnicas da Meliponicultura e melhor uso das abelhas sem ferrão da região.

A difusão das iniciativas de criação e manejo das espécies de abelhas nativas do Distrito Federal, por meio da implantação de meliponários, é uma das iniciativas que se pretende, ao fortalecer e promover a Meliponicultura (criação de abelhas sem ferrão).

Esse modelo de expansão das colmeias em sistemas de meliponários é também conceituado como um modelo de Bio-fábrica de Abelhas, em função das colônias vivas serem manejadas para reprodução controlada, tendo impacto na conservação e uso sustentável da biodiversidade de abelhas do Distrito Federal e Entorno (Bioma do Cerrado).

 

6º Objetivo – Apresentar o conceito e as diferenças entre um meliponário e um apiário.

O meliponário é o local onde as abelhas sem ferrão são criadas e organizadas ergonomicamente, em colmeias racionais para o manejo adequado, a produção de mel e a extração de derivados da “Cadeia de Valor da Meliponicultura”.

O meliponário do Parque da Cidade será instalado na sombra de um Ecótono (uma área onde dois ou mais ambientes diferentes e em transição entram em contato natural). No local, ocorrem dezenas de variedades florísticas as quais sustentam a presença das abelhas, ao ofertarem néctar e pólen, recursos essenciais para produção de mel e desenvolvimento dos enxames.

No meliponário serão realizadas orientações básicas sobre o manejo sustentável desse grupo de abelhas e aulas de educação ambiental, onde serão abordadas a sustentabilidade como prática do trabalho com as abelhas em formato de Vivência.

 “Todos esses elementos tornam a Meliponicultura, uma atividade bastante atrativa para incentivar a produção de mel e a conservação de nossas florestas tropicais e Cerrado brasileiro” Enfatiza o biólogo Richardson Frazão.

7º Objetivo – Observação da Organização Social da vida das abelhas sem ferrão em colmeias de vidro.

Duas colmeias de vidro serão instaladas no Meliponário do Parque, para que as pessoas possam conhecer um pouco da organização social dessas abelhas sem ferrão, bem como a interação com as florestas e o meio ambiente. Será possível ver operárias trabalhando com pólen no interior da colmeia, resultado da visita às flores.

8º Objetivo – A degustação de mel no Meliponário do Parque.

A vivência dos visitantes no meliponário permitirá a abordagem da importância do mel como alimento saudável e funcional para a saúde humana.

Nesta etapa o visitante terá a oportunidade de participar da abertura de uma melgueira, lugar onde as abelhas armazenam o mel. Isto somente ocorrerá se as abelhas tiverem estocado o néctar floral, que é a matéria prima do mel. Neste momento os potes, já maturados, poderão ser abertos e a degustação poderá ser realizada.

Não é garantida a degustação do mel direto da colmeia, em função de que as mesmas podem estar em construção pelas abelhas e os potes ainda vazios.

9º Objetivo – Abordar a importância da cadeia de valor do Mel de Abelhas sem Ferrão no Meliponário do Parque para a Meliponicultura.

O mel é um dos produtos nobres da Meliponicultura. Porém, ainda necessita ser fortalecido por meio de um trabalho voltado à bioeconomia e ao fortalecimento da manutenção das áreas de cerrado, consolidando os aspectos econômicos e sustentáveis da atividade.

A organização da base sócio-produtiva permite também envolver produtores rurais, agricultores e meliponicultores, que ainda não alcançaram resultados satisfatórios com suas iniciativas de manejo das abelhas sem ferrão (uruçú) na região. Assim, a transferência de tecnologia por meio de intercâmbios é um ponto importante nesse trabalho.

O Instituto Abelha Nativa já vem apoiando este trabalho ao proporcionar à sociedade conhecer mais de perto esta biodiversidade.

Um outro ponto importante é a da responsabilidade social, ambiental e econômica (Triple Botton Line – TLB), onde esperamos alcançar mais pessoas com a expansão do meliponário, com mais produtores capacitados e desenvolvendo a Meliponicultura em Brasília e no Distrito Federal e seu entorno.